a(s)sumida

Atualizado: 22 de Ago de 2019

Tantos temas na cabeça que as palavras voam e vão. Mas pra começar o ano, escolhi sair do armário, me assumir.



Me assumo. Sumo. É assim o meu ritmo. Sou constante no ir e vir, cada fase de um jeito único. Penso sobre esse ser-constante-errante e vejo o quanto me faço errada por essa erraticidade. Por que não ser constante no aparecer para dar um oi, no me mostrar, no conversar, no compartilhar, no dividir ideias? Um simples "feliz aniversário!" poderia ser uma indicação básica de networking. Por que não? Simplesmente porque não rola!


Me causa estranheza pensar em estar diariamente nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens, seja com um sorriso no rosto ou uma lágrima na alma. Me soa forçado me mostrar por trás das telas, forte, vulnerável ou o que for, para me adequar a um tempo de exposição, sem estar sentindo o ímpeto verdadeiro da abertura. Funciona para muitos. A mim não diverte e seria falso.


Vejo nas telas do mundo, concretas ou virtuais, inúmeras expressões e riqueza de possibilidades. As cores hora me divertem, hora se mostram vazias. Ouço o canto dos pássaros, que me alegram, inspiram, compõem uma sinfonia de significados indicando a direção dos ventos. Mas as asas para voar, só as minhas posso controlar (quando muito!). Essas as quero minhas, não as dou.


Vou aprendendo desapego e confiança, ouvindo minha voz interior. Sigo os passos que escolho no ritmo e direção daquilo que me guia - minha alma. Sigo minha inconstância constante.


***


Feliz re-começo! Feliz 2019 para todos!


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